Tuesday, October 30, 2007

Entraste devagar.
Quase como uma brisa … Mas quente… tão quente que quase me queimava.
Olhaste-me.
Assentiste com a cabeça, deste-me aquele teu olhar, deixaste-me os pensamentos á flor da pele.
Quase que te cheirava a respiração…
Estava completamente perdida nas páginas da minha imaginação. Quando de um arrombo, tocaste-me…
Sim, tocaste-me, encostaste a tua mão na minha pele…Senti-te quente.
Tão quente que me deixaste gelada…
Sussurraste-me ao ouvido, toda eu tremi… tremeram-me as pernas, tremeram-me os braços, tremeu-me a voz…
Num instante estava encostada a parede… A tua mão no meu cabelo, que arrepio…
Senti as tuas formas, senti a tua fonte de vida palpitante no meu ser, um jubilo de loucura, um grito que queria sair, uma força que me impedia de fazer o que quer que fosse…
Viraste-me. Olhaste-me de cima a baixo. Podia ver o teu olhar a percorrer cada centímetro da minha pele.
Cruzaste as minhas mãos ao cimo da cabeça, beijaste-me os braços, depois os ombros, o pescoço… hmmmm… estava a entrar naquele transe que tanto gostas…
Fechei os olhos, deixei-me conduzir, como um tango que soava no meu ouvido.
Fitaste-me os olhos, neles podias ver o bailado de imagens que percorriam o meu pensamento, sorriste. Percebeste claramente o que me atravessava a mente…
Empurraste-me para cima do sofá. Mudaste a expressão.
Fiquei assustada confesso.
Rasgaste-me a blusa de cetim vermelha que tinha comprado a semana passada contigo, (percebera agora o porquê da insistência…), olhaste-me como um lobo olha a presa.
Estava encurralada, não tinha para onde fugir, também não queria. Queria ver até onde iria essa tua rebeldia.
Agarraste-me os pulsos, beijaste-me a boca dum gole só. Engoliste a minha alma com um beijo, sentiste toda a minha vontade de te ter ali, naquele momento.
Passaste as tuas mãos pelo meu peito, paraste para sentir a minha pulsação descontrolada, beijaste-me o peito todo, milímetro a milímetro, sem esquecer espaço algum…
Detiveste as tuas mãos na minha cintura, fina como uma vespa.
Desenhaste o meu corpo tal pintor com uma tela vazia e a imaginação no máximo da fertilidade.
Subiste-me a saia, travada, curta, preta…
Senti as tuas mãos quentes nas minhas pernas…
Rasgaste-me as meias de liga pretas rendadas, que tanto gosto me faziam. Olhei-te como quem pergunta “o que falta?”.
Perguntaste em tom brusco:
- Não me queres?
- Sim quero-te.
- Não te ouvi!
-Sim! Quero-te muito!
Apertaste-me as pernas com mais força…Atrevo-me a dizer que me magoaste.
Mas aquela dor boa…

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Amanhã continuo, neste momento estou a trabalhar e não me posso entusiasmar….

Posted by Doce Veneno in 14:55:43 | Permalink | Comments (3)

Monday, October 29, 2007

Tenho tantas ideias para transpor…
Só não sei por onde começar…
Amanhã é um novo dia, com metáforas e diferenças..

Vou ser aquele veneno que te queima por dentro.. que te deixa o corpo em suave deleite…
Espera que verás.

Não te vou perder! Nã..

Espera.. Verás..

Amanhã..

Posted by Doce Veneno in 17:56:04 | Permalink | No Comments »

Friday, October 12, 2007

Por um momento gostava de dizer tudo aquilo que realmente sinto…

Ser mais do que palavras, pois palavras, leva-as o vento…

Posted by Doce Veneno in 16:32:40 | Permalink | Comments (1) »

Thursday, October 11, 2007

Quando…

Como o barulho que o silêncio faz, eu oiço a tua voz e subitamente,

 

Sinto-me a cair, perdida num sonho.

Como o eco das nossas almas ao encontrarem-se,

 

Tu dizes aquelas palavras e o meu coração pára de bater.

Pergunto-me o que será que isso significa..

O que pode ser isto que me atinge??

Há Alturas que não me consigo mexer.

Há Alturas que não consigo respirar.

Quando dizes que me amas,

O mundo pára… fica quieto por dentro..

Quando dizes que me amas, nem q seja só por um momento,

Para mim, nada mais existe…

És a unica pessoa em quem estou sempre a pensar.

Eu não sei como, nem porquê, mas sinto-me segura com o teu amor..

Tu estás onde eu pertenço!

E quando estás comigo, se eu fechar os meus olhos,

Há Alturas em que eu juro que sinto que posso voar,

Apenas por um momento …

Algures entre o paraíso e a Terra.
E congelo no tempo.. quando dizes estas palavras…

Esta viagem que percorremos, o quão longe chegámos .. e acredita eu celebro todos os momentos!

 

E quando dizes que me amas,

Eu vou sempre sentir-me desta maneira,

Quando tu disseres que me amas,

Nesse momento, eu sei que estou viva.. Tu sabes o quanto eu te amo?????… Não me parece mesmo….

Posted by Doce Veneno in 17:33:44 | Permalink | Comments (2)

Tuesday, October 9, 2007

Não consigo…

Estou debaixo do teu feitiço novamente…
Não te consigo dizer que não.
Tiraste-me o coração e agora ele palpita em tuas mãos..
Não te consigo dizer que não…

Não devia ter-te deixado torturares-me tão docemente..
Agora não me consigo desprender deste sonho!
Não consigo respirar!!! Mas no entanto sinto-me…

Sinto que me mereçes…
Sinto que sou suficientemente boa para ti.

Bebe esta decadência doce..
E eu estou completamente perdida,e não me importo!!

Não te consigo dizer que não!

Não te devia ter-te deixado conquistares-me completamente..
E agora não me consigo desapegar desta melodia..
Nem acredito que realmente me sinto…

Suficientemente boa,
Sinto-me realmente bem.
Já se passou tempo demais, mas continuo a sentir-me bem.

E no entanto continuo á espera que a chuva caia.
Que a vida real me afecte.
Porque eu não me posso agarrar a algo tão bom quanto isto…
Será que sou suficientemente boa para me amares assim também???

Por isso, tem cuidado com o que me pedes..
Sabes bem que não te consigo dizer que não…

Posted by Doce Veneno in 17:47:21 | Permalink | No Comments »

Monday, October 8, 2007

Lembra-te.. de me lembrares…

Lembra-te
Eu vou estar sempre presente
Desde que tu me mantenhas
Na tua memória….

Lembra-te
Quando já não conseguires sonhar mais,
Que o tempo pode ser transcendente…
Basta recordares-me… 

Eu sou a única estrela que arde,
Brilhantemente…
Esta é uma das minhas últimas noites,
Até me desvaneçer por completo no nascer do Sol… 

Eu estarei contigo sempre que me chamares..
A minha história…
Pois eu sou tudo aquilo que fiz.. 

Eu sou aquela voz quente que sussura
No vento frio,
E se escutares bem,
Ouvir-me-ás chamar-te pelos céus… 

Enquanto eu poder cortar esta barreira,
E tocar-te,
Então eu nunca vou morrer!

Lembra-te, 
Eu nunca te vou deixar,
Basta que tu…
Me recordes…. 

Lembra-te,
Quando todos os teus sonhos tiverem acabado,
A barreira do tempo poderá ser ultrapassada,
E eu estarei viva para sempre…

Lembra-te…
Posted by Doce Veneno in 12:49:07 | Permalink | Comments (1) »